• Maria Alves Viana

COMUNIDADE TERAPÊUTICA:OS DESAFIOS PARA MANTER UM DEPENDENTE QUÍMICO EM TRATAMENTO


Pensamos que parece simples parar, mas diante de alguns relatos que ouvimos como por exemplo: “É uma força maior do que eu...”; “Eu fico limpo meses e é só pegar o primeiro salário e me interno numa biqueira e lá fico até gastar o último centavo no uso, virado dias e até semanas...” Ouvimos dizer também que: QUANDO EU QUISER, EU PARO... ou, ISSO NÃO ME FAZ MAL... Na outra ponta está o telespectador que julga e diz: “ISSO É COISA DE GENTE SEM-VERGONHA ou ELE(A) NÃO PARA DE USAR PORQUE NÃO QUER...


Na verdade a dependência química que escraviza milhares e milhares de pessoas ou, o álcool, que faz parte do cotidiano de inúmeras pessoas exerce uma força opressiva tamanha que somente tendo muita determinação, foco e fé podemos afirmar que se é possível vencer este grande mostro que é destruidor e não tem piedade de nada e de ninguém. Ouvindo as histórias, ao longo destes oito anos de trabalho, às vezes temos a tentação de pensar como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso quando afirma que “o combate às drogas é uma guerra perdida”, mas ao ver vidas transformadas, pessoas que saem do esgoto e voltam a viver uma vida digna e reconstroem um mundo novo ao redor de si. Cremos e afirmamos que não está tudo perdido, que as drogas ainda podem ser combatidas, claro que de inúmeras maneiras sendo a primeira delas um trabalho de prevenção que se dá através da educação e também de tratamentos, participação em grupos de auto ajuda entre outros


Mas aqui no dia-a-dia de uma Comunidade Terapêutica vencemos um dia de cada vez, SÓ POR HOJE. E, uma das respostas que podemos dar a questão acima sobre o desafio em manter um dependente químico em tratamento é que falta à pessoa um SONHO, um SENTIDO PARA SUA EXISTÊNCIA, UM HORIZONTE, um grande DESPERTAR para gerar uma abertura para esta possibilidade de transformação e reconstrução de sua trajetória de vida.


Às vezes, manter um dependente em recuperação é difícil porque é preciso para eles dar tempo ao tempo. No entanto, nós precisamos prosseguir e cada dia mais crescer no conhecimento acerca desta doença terrível e avassaladora que exige de cada um de nós envolvidos no tratamento uma boa dose de perseverança, esperança e muito amor a esta causa.



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